Economia Laranja: entenda o que é e sua importância!
DATA: 11/07/22 F. pessoaisA cor e o nome “Economia Laranja” representam criatividade, habilidade, cultura e inovação. O termo foi citado pela primeira vez no livro The Creative Economy: How People Make Money from Ideas, do economista John Howkins.
Segundo o autor, a Economia Laranja, ou Economia Criativa, refere-se a tudo que é desenvolvido através da criatividade e inspiração das pessoas e se torna um bem ou serviço. Ela abrange uma série de áreas, como: arquitetura, artesanato, design, mídia, moda, música, serviços criativos, plataformas digitais, dentre outras.
Em suma, pode ser considerada a economia da cultura e criatividade! Alguns exemplos de empresas que têm base na economia criativa: Netflix, que promoveu uma nova forma de consumir filmes e séries; Uber, com um novo jeito de se locomover; Ifood, que otimizou o delivery de comida; e Spotify, que revolucionou a indústria da música.
E afinal, qual é a importância dessa Economia?
Sua relevância tem sido cada vez maior para o Brasil e o mundo! A Economia Laranja representa ao menos 6.1% do PIB Mundial (dados de 2021), sendo uma grande responsável pela geração de empregos, exportações mundiais, tributação de impostos e captação de novas tecnologias.
Já no Brasil, a Secretaria de Economia Criativa existe desde 2012, sendo responsável por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente. Segundo o levantamento do Observatório Itaú Cultural (que aborda desde o terceiro trimestre de 2020 até o terceiro trimestre de 2021). Foram criados cerca de 868,3 mil empregos no país neste período.
Além disso, devido a sua resiliência, dinamismo e ampla capacidade de adaptação, o setor tem se mostrado resistente a crises globais. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a economia laranja se tornou mais digital, principalmente no mercado audiovisual e no setor de games – por meio das plataformas de streamings – e continuou movimentando o mercado.
Desafios
Mas assim como todas as outras, a Economia Criativa também enfrenta desafios. Um deles é a falta de investimentos por parte de empresas e governo.
De acordo com Iván Duque Márquez e Pedro Felipe Buitrago, autores do livro “Economia Laranja: uma oportunidade infinita”, isso ocorre por diversos motivos. Dentre eles estão a falta de delimitação dos conceitos de cultura, criatividade e economia, seu alto nível de complexidade, a necessidade de quantificar economicamente as atividades culturais e criativas, e, por fim, a ausência de envolvimento de grande parte da população.
Daqui para frente, é esperar que a Economia Laranja ganhe cada vez mais incentivo, espaço, e reconhecimento. E assim, continue gerando oportunidades, inovações, e transmitindo cultura para as gerações futuras!
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