Entenda como a aversão ao risco pode influenciar suas decisões financeiras

DATA: 17/12/20 Investimentos

O ano de 2020 trouxe grandes desafios para o mercado financeiro. Quem já investia, conferiu muita oscilação nas rentabilidades. Diversas aplicações que estavam crescendo, despencaram consideravelmente, o que deixou muita gente apreensiva. E quem ainda não investia, ficou ainda mais intimidado em dar os primeiros passos.

Neste cenário volátil, é natural que a gente fique com receio de investir em aplicações mais “arriscadas”, pois elas são menos previsíveis. Na psicologia, entendemos essa preocupação como aversão ao risco. Trata-se de um conceito da Economia Comportamental que mostra como a dor de perder é, em média, duas vezes mais poderosa do que o prazer de ganhar. 

Uma vez que sentimos com mais intensidade a dor de perder algo, isso também nos torna mais contrários a assumir riscos. Quando o assunto é dinheiro, essas reações psicológicas também influenciam na hora de avaliar gastos e investir. Uma pesquisa do Valor Investe mostrou como os brasileiros associam dinheiro a sentimentos ruins, como medo e tristeza. Assim, lidar com as finanças ainda é um tabu para muitas pessoas.

Por conta disso, é muito importante ter educação financeira, manter-se informado do mercado financeiro e avaliar bem as aplicações. Não só para aprender a gerenciar os gastos diários, mas também para lidar melhor com essas questões emocionais relacionadas ao dinheiro. Com o conhecimento adequado, é possível diminuir a aversão natural ao risco e escolher aplicações variáveis que tragam um bom retorno financeiro.

Investimentos de alto risco x conservadores

É essencial que cada um avalie bem qual é o seu momento atual de vida, objetivos para a aposentadoria e tolerância a riscos financeiros. Mesmo em uma crise que provoca essas variações nos investimentos, uma aplicação considerada de “alto risco”, quando é feita com segurança e apoio de uma equipe de investidores, pode oferecer alto retorno financeiro no futuro. O mais importante é considerar o longo prazo.

Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo. Uma pessoa que tem uma reserva financeira, mas precisa usá-la para gastos inesperados (como perder o emprego), não deve investir esse montante numa aplicação de alto risco. Isso porque, ao fazer o resgate, a pessoa pode perder rentabilidade e acabar sacando menos do que era esperado naquela aplicação.

Assim, quanto maior for o gasto da pessoa em relação ao patrimônio investido, mais haverá movimentação na carteira — e isso prejudica o crescimento do investimento. Aplicações de alto risco precisam de tempo para rentabilizar e trazerem resultados excelentes. Para esses casos, é interessante investir em ativos de menor risco e maior liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento sem perda de rentabilidade.

Por outro lado, quem consegue deixar o dinheiro guardado por mais tempo, pode assumir alguns riscos e oscilações nos investimentos, já que a aplicação não será resgatada num curto ou médio prazo. Assim, mesmo observando as variações, no longo prazo a aplicação terá um alto retorno, podendo chegar até a dobrar o patrimônio investido.

Disposição a acompanhar movimentações financeiras

Outra questão está relacionada com a necessidade da pessoa em acompanhar as movimentações financeiras das aplicações. Um participante que investir no perfil da Previbayer “aposentado” não vai ter sustos: faça chuva ou sol, terá retorno no final do ano. Já se investir em um perfil mais agressivo, pode ser que tenha algum período de retorno negativo, ou oscilações nas rentabilidades, mas é a maneira de obter retornos maiores no longo prazo. 

Para um participante, ainda que jovem, que não tenha “estômago” para ver retornos negativos, a melhor opção mesmo é investir em um perfil moderado ou conservador. Nossa equipe acompanhou isso em 2020, quando muitos investimentos estavam com retorno negativo e diversos participantes quiseram mudar de perfil. É uma reação normal do ser humano, a aversão ao risco, mas que pode ser prejudicial para os investimentos.

A melhor ideia é considerar o longo prazo e deixar o investimento render — seja ele de alto risco ou conservador, terá algum retorno financeiro no final. Por isso, é importante avaliar com clareza quais são os objetivos da vida de cada um e estudar sobre as aplicações, antes de solicitar a mudança de perfil de investimento da Entidade.

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