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As várias geração de mães: o que mudou no papel delas ao longo do tempo?

DATA: 04/05/20 Qualidade de Vida

Cuidar de uma criança nunca foi fácil. Nossas avós tinham as adversidades da sua época e nossas mães também enfrentaram questões do seu tempo. Hoje, muitas mudanças deram outra visão sobre o que é ser mãe e o dia a dia da maternidade. O contexto parece mais favorável, mas ainda traz seus desafios.

Em outros tempos, o acesso a informação sobre cuidados com a saúde era muito restrito e escasso. Questões sociais, de trabalho e financeiras, tornavam a rotina das mães diferente da que vemos hoje. Uma mudança significativa aconteceu na relação das mães com o trabalho. Durante muito tempo, a principal atividade da mulher era dedicar-se ao lar e ao cuidado com os filhos. Quem dava o sustento financeiro da casa era o homem.

Com o passar dos anos, esse cenário foi se modificando e as mulheres passaram a ter mais espaço no mercado de trabalho. Um estudo do IBGE mostrou que, entre 1950 e 2010, a participação feminina nas atividades econômicas quase triplicou. Hoje, já podemos identificar mulheres ocupando cargos de chefia nas empresas e ganhando relevância no mercado, como abordamos anteriormente aqui.

Entretanto, esse contexto nem sempre se aplica às mães. Muitas empresas ainda têm dificuldade de contratar mulheres com filhos, ou manter funcionárias após a licença-maternidade. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, quase metade das mulheres brasileiras que tiram licença ficam fora do mercado de trabalho por no mínimo 24 meses, podendo se estender por até 47 meses. 

Diante deste cenário, muitas mães direcionam seus esforços ao empreendedorismo. Elas abrem suas próprias empresas ou investem em negócios particulares, trabalhando de casa pela internet ou produzindo algo por conta própria. Assim, elas trabalham e ganham tempo para ficar com os filhos. O Sebrae, por exemplo, tem várias dicas para mães que querem abrir seus próprios negócios ou empreender de maneira independente.

Outra mudança que vem acontecendo na sociedade atualmente em relação às mães diz respeito a quantos filhos elas querem ter. Se antigamente era comum as mulheres terem quatro, cinco, até dez filhos, hoje a tendência é que esse número seja menor. 

Já não é mais estranho que as famílias tenham somente um ou dois filhos. Muitas dessa mudança ocorreram pois as mulheres estão mais focadas em conquistar sua independência financeira e construir sua carreira profissional. Assim, a decisão de ter filhos fica em segundo plano. 

Outro ponto pertinente é que muitas mães se viram sozinhas na difícil missão de criar um filho. Nos últimos anos, o número de separações aumentou consideravelmente. Segundo o IBGE, 8% dos casais optam pelo divórcio e 13% deles têm guarda compartilhada. Em muitos desses casos, a mulher fica com a guarda principal, tornando-se uma “mãe solo”.

Esse termo é recente e significa uma mulher que cuida do seu filho por conta própria, sem a participação do pai. A mãe solo pode ter ajuda de outras pessoas, amigos, familiares, tendo ao seu redor uma rede de apoio para auxiliar nos cuidados com a criança. Mas ela ainda é a principal responsável, financeira e afetivamente, pela criação do filho. 

Apesar de todos os obstáculos, ser mãe ainda é o desejo de muitas mulheres, inclusive aquelas com 40 anos ou mais. Esta é outra mudança considerável do nosso tempo em relação às mães: a possibilidade de tratamentos e assistência médica para que mulheres mais velhas tenham filhos saudáveis. 

De fato, ser mãe não é algo simples e fácil. Mas cuidar de um filho proporciona momentos sublimes na vida. Muitas mulheres afirmam que a maternidade, em todas as suas formas, promove uma transformação profunda em toda consciência sobre a vida e seus valores. Alguns conceitos de família, amor, resiliência e força de vontade são modificados profundamente com a chegada de uma criança.

À todas as mães leitoras do nosso blog desejamos um lindo Dia das Mães!

Continue acompanhando nosso blog para saber mais sobre comportamento, bem estar, qualidade de vida e educação financeira.