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Vamos falar sobre mesada educativa

DATA: 17/01/19 Orçamento

Ao ter filhos os pais ficam imersos em um mundo desconhecido, especialmente se este filho for o seu primogênito. Cuidando dos pequenos, esses pais se deparam com muitas dúvidas e, entre elas, um assunto muito comum: a mesada ou semanada. Quando devo começar a dar este dinheiro? Qual é a periodicidade? Meu filho vai ficar mimado?

É normal surgirem todos estes questionamentos, mas o importante é ter em mente que a mesada ou semanada é o meio pelo qual você pode introduzir ao seu filho a educação financeira. Se feito corretamente, essa é uma excelente maneira dos pequenos começarem a dar valor ao dinheiro e aprender a usá-lo com consciência o que, posteriormente, os tornará adultos mais responsáveis.

Mas para que tudo isso dê certo, as crianças irão necessitar de suporte dos pais. Isso quer dizer que elas serão um reflexo do que você mostrar a elas que é o correto. Então, para começar, não dê a mesada simplesmente porque seus amigos da escola também a recebem. Você pode utilizá-la como um incentivo a bons comportamentos, como ajudar em casa por exemplo, respeitando os limites da idade da criança, é claro. Mostre aos pequenos que o dinheiro não é algo fácil de ganhar e que para isso, exige-se certo esforço.

Além disso, estabeleça uma periodicidade de recebimento dessa retribuição. Crianças muito jovens não necessitam de mesada. Então, o ideal é introduzir essa gratificação aos pequenos em torno de cinco a seis anos de idade. Como crianças nesta faixa etária ainda não têm uma noção do tempo muito estruturada, comece dando esse dinheiro semanalmente e aumente esse intervalo de tempo conforme ele for crescendo. Ou seja, aos oito anos, dê um espaço de quinze dias entre um pagamento e outro. Aos dez anos, esse dinheiro já pode ser pago mensalmente.

Esse aprendizado de que é preciso esperar o dinheiro chegar é fundamental para que a criança exerça a paciência e entenda que se ela gastar tudo agora, só receberá novamente no mês que vem. Isso cria uma certa conscientização do que é prioridade e o que é gasto desnecessário.

Outra dúvida que pode surgir é o valor da mesada. Na verdade, ele é relativo. Como cada família possui um orçamento e uma condição de vida, cabe a você estipular o quanto é possível oferecer a eles. Observe o quanto os colegas do seu filho estão ganhando para que você tenha uma margem de comparação e evite dar dinheiro a mais ou a menos. Encontre um balanço para que ele não seja nem prejudicado e nem mimado demais.

Uma boa maneira de ajudar o seu filho a ter uma educação financeira mais saudável é incentivá-lo a guardar o dinheiro para conseguir comprar o que deseja. Mas não se engane, isso não exime você das responsabilidades de mãe ou pai. Isso quer dizer que se a criança quiser muito comprar um brinquedo novo, você pode encorajá-la a poupar dinheiro para que ela possa comprar tal objeto ou pelo menos pagar uma parte dele.

Essas pequenas atitudes introduzidas desde a infância fazem com que a criança cresça e se torne um adulto mais sensato e responsável. Esses são aprendizados que ele levará para a vida toda. Com essa conduta, você ajuda o seu filho a evitar dívidas, a saber esperar e dar mais valor ao dinheiro. Toda essa educação pode fazer, inclusive, seus filhos terem mais consciência de planos futuros e, quem sabe, investirem na Previdência Privada. Afinal, como nós já sabemos, Previdência é coisa de jovem. E, assim, eles terão um futuro muito mais tranquilo.