Conheça os 6 erros que podem estar acabando com a sua vida financeira e saiba como evitá-los

DATA: 04/12/18 Consumo

Lidar com as finanças não é uma tarefa fácil, ainda mais quando você perdeu o controle sob o seu orçamento. Equilibrar as contas e administrá-las com consciência dependem de organização e planejamento, algo que não é muito comum nos lares brasileiros. Prova disto é que 62,8 milhões de pessoas estão com o nome sujo no Brasil, segundo reportagem da Folha de São Paulo. Se você faz parte dessa numerosa parcela da população que quer sair do vermelho, vale a pena conferir as dicas que a Previbayer separou sobre os erros mais comuns que podem estar acabando com a sua vida financeira.

1. Gastar mais do que pode

Esse é o clássico. Muitas famílias não sabem separar o que é gasto necessário do que é supérfluo. Esse é um mal dos dias atuais que afeta milhões de brasileiros. Somos estimulados o tempo inteiro por meio de propagandas na televisão e nas redes sociais que nos levam a consumir indiscriminadamente produtos que nem ao menos precisamos. Mas ao perder o controle do que se pode gastar, as dívidas do cartão de crédito e os cheques especiais se farão presentes todos os meses na sua vida.

Como evitar

Para ter uma boa saúde financeira, é preciso planejamento. Colocar na ponta do lápis quais são os seus gastos mensais indispensáveis e quais são os gastos variáveis. Depois disso, vale a pena dar uma olhada na sua renda. Quanto você ganha por mês? Esses gastos estão dentro do seu orçamento ou eles ultrapassam esse limite? Caso a segunda opção seja a sua resposta, é preciso rever essas despesas.

É assustador o quanto é comum as pessoas não saberem lidar com o estilo de vida que elas têm. Se você ganha mil reais por mês, não pode gastar 2 mil reais. Ostentação é uma palavra que não pode estar no seu vocabulário. É preciso saber viver com o que ganha, caso contrário, você vai se afundar cada vez mais em dívidas.

Veja bem, isso não quer dizer que você não possa utilizar parte do dinheiro para lazer ou qualquer outra coisa que você queira fazer, mas o que é importante é que todos esses gastos estejam de acordo com a sua renda mensal. O mais fácil é você repartir esse dinheiro em quatro partes:

Gastos obrigatórios mensais: aqui você pode incluir aluguel, conta de luz, água, telefone. São as despesas fixas.

  1. Gastos variáveis: são aquelas que oscilam de valor todos os meses ou nem são mensais, o que pode incluir comida, cabelereiro, entre outros.
  2. Lazer: é claro que você pode usar uma parcela do seu dinheiro para o que quiser. Esse é o montante que você pode gastar sem culpa, afinal você separou o que era necessário para as despesas mensais. E também, você suou muito para ganhar esse dinheirinho né? Então, fique à vontade para poder curtir. Mas não se exceda hein?
  3. Investimentos: É importantíssimo que todo mês você reserve uma parte do seu dinheiro para investimentos, que podem ser uma renda fixa, previdência privada, tesouro direto, entre tantos outros. Assim, você faz o seu dinheiro render e pode colher os frutos lá na frente.

 

2. Falta de planejamento de vida

Uma pessoa sem objetivos tende a perder dinheiro. Isso porque ela não sabe o que fazer com aquele montante. Vou guardar para quê? Vou fazer o que com esse dinheiro que sobrar? E então, acaba gastando tudo o que tem para satisfazer suas vontades momentâneas. Ambição não é sinônimo de ganância. Muito pelo contrário, é uma virtude que leva muitas pessoas ao sucesso.

Como evitar

Para poder sair desse marasmo que parece não ter uma luz no fim do túnel, faça um planejamento de vida. Anote quais são os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Veja também todos os caminhos para alcançar esses objetivos e estabeleça metas. Colocar prazos costuma ser uma boa alternativa para quem não tem muita disciplina, porque assim você estabelece datas para finalizar tais tarefas. Mas é claro, pense em prazos possíveis de acordo com as suas possibilidades.

 

3. Achar que a reserva financeira pode ficar para depois

Alerta de perigo: a sua reserva financeira jamais pode ficar em segundo plano! Os imprevistos, como o próprio nome já diz, não dão avisos de quando vão chegar. Uma emergência hospitalar, o carro que quebrou, a geladeira que pifou, o chuveiro que está vazando. São inúmeros acontecimentos repentinos que podem acontecer. Se você não tiver uma reserva financeira, dependendo do valor da despesa, o seu orçamento pode ficar no negativo. Empréstimos no banco nunca são as melhores soluções. Os juros são altos e você pode levar anos para quitar a dívida.

Como evitar

Não deixe de guardar um dinheirinho todo mês. Por mais que seja uma quantia pequena, essa é a única forma de você se resguardar dos imprevistos. Uma hora ou outra você vai precisar desse dinheiro e ninguém quer passar por aperto, certo? Para não depender de instituições financeiras, faça a sua reserva.

 

4. Parcelar as compras

Ah, a maravilha do cartão de crédito! Quem inventou ele certamente foi um gênio. Sabemos que parcelar as compras pode ser o jeito mais rápido de adquirir algo que tanto queremos, especialmente se o valor desse item for muito alto, como uma casa ou um carro, por exemplo.

Mas, não torne isso um hábito. Pessoas que parcelam todas as suas despesas gastam muito mais, porque essas compras também têm juros e você acaba com o dinheiro dos meses seguintes todo comprometido com essas dívidas.

Como evitar

Tente ao máximo fazer as compras à vista. Geralmente esse tipo de pagamento acompanha também um desconto. Saiba barganhar e evite as parcelas. É vantajoso para quem está vendendo, já que a pessoa vai receber o dinheiro por completo logo de cara e é benéfico para o seu bolso.

Se essa é uma compra em um valor mais alto, se planeje. Estabeleça uma meta de quando você pretende adquirir tal coisa e guarde mensalmente a quantia necessária para cumprir o seu objetivo. Você vai ver que a conta vai sair mais barata no final e você estará com o seu orçamento limpo para o mês seguinte.

 

5. Não diversificar os seus investimentos e depender da poupança

Já provamos em textos por aqui que a poupança pode ser muito desvantajosa no quesito de rentabilidade. Muitas pessoas recorrem a esse tipo de recurso, pois é mais fácil e prático, já que ela está vinculada a sua conta corrente, isenta de taxas e fácil de ser resgatada. Acontece que o rendimento da poupança é baixíssimo se comparado ao Tesouro Selic, por exemplo.

Além disso, o dinheiro que você aplica na poupança tem data de aniversário. Na prática isso quer dizer que você só vai colher os frutos, ainda que mínimos, nesse mesmo dia do mês seguinte. Ou seja, se você colocou 100 reais na poupança no dia 15 de novembro, o rendimento desse montante só será debitado na sua conta-poupança no dia 15 de dezembro, 15 de janeiro e assim por diante. Ou seja, cada aplicação terá uma data de aniversário diferente e se você resgatar o seu dinheiro antes desse dia, você perde por completo o rendimento daquele mês.

Como evitar 

Para valorizar o seu dinheiro, faça diferentes tipos de investimentos. O Tesouro Selic, como mencionamos acima, é similar a poupança, mas tem uma rentabilidade mensal maior o que o torna mais atrativo para o seu capital.

No entanto, não foque somente em um único tipo de investimento. Diversifique. Pesquise quais são as modalidades que você considera adequadas para o seu momento de vida e não tenha medo de investir. Existe a renda fixa, imóveis, bolsa de valores, tesouro direto, entre tantos outros tipos. Faça uma pesquisa e descubra qual é o melhor para você.

 

6. Achar que previdência privada é coisa de velho

Você sabia que 5,5 milhões de consumidores brasileiros entre 65 e 84 anos estão endividados? O número é alarmante, porque essa é uma fase da vida onde deveria prevalecer a tranquilidade e a paz de espírito depois de ter trabalhado uma vida inteira.

Todo mundo sabe que a aposentadoria faz com que as pessoas tenham um padrão de vida mais baixo do que quando estavam trabalhando. Mas a falta de um planejamento de previdência privada as faz refém do governo, dependendo única e exclusivamente do INSS. Nós sabemos que esse valor se torna insuficiente para conter as despesas, ainda que reduzidas.

Como evitar

Ninguém quer chegar na idade de aposentado e ter que depender de familiares ou terceiros para se sustentar. Pessoas que foram independentes a vida inteira podem ficar extremamente frustradas ao não conseguirem se manter depois que pararam de trabalhar. Por isso, a previdência privada é tão importante. Ela é uma das únicas formas de você garantir um futuro melhor e mais tranquilo para você.

Para isso, o quanto antes você começar a investir na sua previdência privada, maiores serão os frutos que você vai colher lá na frente. Quando você começa a investir desde jovem, não é preciso aplicar grandes quantias nessa previdência e, por isso, não pesa no seu orçamento. Agora, se você deixa isso para depois, os valores podem ser mais pesados ou ainda você pode não conseguir aplicar tudo o que gostaria.

Dessa forma, ressaltamos que previdência privada também é coisa de jovem! Pense hoje no seu futuro.

Se você quiser saber mais sobre como colocar as contas em dia e se planejar para ter uma vida mais equilibrada, recomendamos a leitura do livro “Como organizar a sua vida financeira”, do consultor financeiro Gustavo Cerbasi, que ensina como você pode tomar decisões mais conscientes sobre o seu dinheiro.

Além do Cerbasi, outra pessoa que tem alcançado uma grande popularidade quando o assunto é economia é a youtuber Nathalia Arcuri, que fundou a primeira plataforma de entretenimento financeiro no Brasil e aos 32 anos conseguiu o seu primeiro um milhão de reais. O seu canal Me Poupe já alcançou mais de 2 milhões de inscritos. Arcuri também é a autora do livro “Me poupe!: 10 passos para nunca faltar dinheiro no seu bolso, que te ajuda a erradicar os maus hábitos que afetam a saúde financeira do seu bolso e te ajuda com os melhores caminhos para fazer o seu dinheiro render.

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