Nota sobre Investimentos – Março 2026

DATA: 16/04/26 Investimentos

(Atualizado em 29/04/2026)

Nos Estados Unidos, o FOMC decidiu por manter a taxa de juros no patamar atual (3,5%~3,75%). A decisão foi motivada por uma tímida criação de novos empregos, inflação ainda elevada e conflitos no Oriente Médio. A taxa de desemprego subiu de 4,3% em janeiro para 4,4% no mês de fevereiro. O emprego apresentou baixa no setor de assistência médica, decorrente de greves. Também houve perda de vagas no governo federal e setor da informação. O CPI de fevereiro foi de 0,3% (2,4% anualizado), com aumentos nas categorias de moradia (0,2%) e comida (0,4%). Houve inflação acentuada em energia (0,6%).

As Bolsas dos EUA encerraram o mês em queda. O mercado apresentou temores com o fechamento do estreito de Ormuz e, consequentemente, com o aumento do preço do barril de petróleo. Com isso, houve uma quebra de expectativas sobre início do corte de juros. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: -5,09%; Dow Jones: -5,38% e Nasdaq 100: -5,01%.

A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 1,7% (anualizada) em janeiro para 1,9% em fevereiro. As maiores pressões inflacionárias vieram do setor de serviços (1,54%), alimentos, álcool e tabaco (0,48%). Já os preços da energia apresentaram uma retração tímida (-0,30%). O Banco Central Europeu decidiu em manter as taxas de juros inalteradas por receio dos impactos inflacionários provenientes dos conflitos no Oriente Médio.

O IPCA de março no Brasil registrou variação de 0,88%, 0,18 p.p. acima do registrado em fevereiro e acumulou uma alta de 4,14% nos últimos 12 meses. A maior variação veio do grupo Transportes (1,64%), impactado principalmente pela gasolina (4,59%) e óleo diesel (13,90%). Importante destacar que a alta desses combustíveis é uma consequência direta dos conflitos no Oriente Médio. Também podemos destacar a alta do grupo Alimentação e Bebidas (1,56%) que foi impulsionada pelo tomate (20,31%), cebola (17,25%) e batata-inglesa (12,17%). Já a alta dos alimentos é proveniente de efeitos climáticos, aumento da demanda internacional e do custo de insumos (principalmente fertilizantes). O grupo Educação apresentou a menor variação (0,02%), após os reajustes de fevereiro.

O COPOM decidiu, por unanimidade, cortar a taxa Selic em 0,25%, ao patamar de 14,75% ao ano. A baixa intensidade do corte foi justificada por uma desaceleração econômica, expectativa da inflação para este ano ainda acima da meta, fomento do pleno emprego e incerteza sobre o impacto do cenário geopolítico na inflação.

Em relação aos principais índices de mercado no mês de fevereiro, destacam-se o CDI, com 1,21%, IFIX com -1,06%, o IBOVESPA, com -0,70%, o SMLL, com -5,77%, o MSCI WORLD (BRL), com -5,28%, o IMA-B, com 0,17% e o Dólar (PTAX), com 1,36%.

 

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