Nota sobre Investimentos – Maio 2026
DATA: 19/06/26 Investimentos(Atualizado em 19/06/2026)
A taxa de juros dos EUA situa-se no intervalo de 3,5%~3,75% e o mercado projeta a manutenção da taxa para a reunião do FOMC, em 17 de junho. O encontro marcará a estreia de Warsh na presidência do Federal Reserve sob um cenário misto: embora o desemprego de abril tenha se estabilizado em 4,3%, com perdas no setor público compensadas pela resiliência em saúde e logística, a inflação segue sob pressão. O CPI de abril acelerou 0,6% (3,8% no acumulado de 12 meses), depois de ter aumentado 0,9% em março. O índice foi impulsionado pela alta nos preços de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio, além de pressões persistentes em moradia (0,6%) e alimentação (0,5%).
As Bolsas dos EUA encerraram o mês com retornos positivos, principalmente devido à alta demanda por ações de empresas de tecnologia e IA, dado que outros setores ainda sofrem com a crise do petróleo. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: 5,15%; Dow Jones: 2,78% e Nasdaq 100: 10,49%.
A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 2,6% (anualizada) em março, para 3,0% em abril. As maiores pressões inflacionárias do mês vieram do setor de serviços (1,38%), energia (0,99%), alimentos, álcool e tabaco (0,46%).
O IPCA de maio registrou variação de 0,58%, superando a projeção de 0,53% do mercado. Com esse resultado, o índice acumulou alta de 3,20% no ano e 4,72% anualizado. A maior pressão veio do grupo Alimentação e Bebidas (1,33%) sob o impacto de fatores climáticos, encarecimento de fertilizantes e custos de frete pressionados pelos combustíveis. A segunda maior contribuição veio de Habitação (1,22%), impulsionada pela energia elétrica residencial (3,67%), que representou o maior impacto individual do mês. Este aumento refletiu a combinação de reajustes em diversas capitais e a vigência da bandeira tarifária amarela. Em contrapartida a essas pressões, o grupo Transportes registrou deflação de -0,46%, favorecido pelo recuo de -1,95% nos combustíveis. A queda refletiu o alívio geopolítico no Estreito de Ormuz durante o mês de maio, cuja desaceleração dos conflitos reduziu o preço do petróleo.
A Selic em 14,5% ao ano reflete o endurecimento das condições macroeconômicas. O Relatório Focus aponta para uma trajetória de elevação no IPCA, pressionada pela alta dos combustíveis e gastos públicos. Diante disso, as projeções para o ciclo da Selic foram revisadas: a expectativa agora é de uma redução menos intensa e de menor duração, contrastando com o otimismo observado na abertura de 2026.
Em relação aos principais índices de mercado no mês de maio, destacam-se o CDI, com 1,07%, IFIX com -1,33%, o IBOVESPA, com -7,22%, o SMLL, com -3,66%, o MSCI WORLD (BRL), com 4,33%, o IMA-B, com 0,31% e o Dólar (PTAX), com 1,37%.






