Nota sobre Investimentos – Junho 2026
DATA: 20/07/26 Investimentos(Atualizado em 20/07/2026)
A taxa de juros dos EUA se manteve no intervalo de 3,5%~3,75% e a maior parte do mercado projeta a manutenção da taxa para a próxima reunião do FOMC, em 29 de julho. O comitê de junho marcou a estreia de Warsh na presidência do Federal Reserve, e ele afirmou que não pretende adotar comunicações de foward guidance. A taxa de desemprego de maio se manteve em 4,3%. O CPI de maio variou positivamente em 0,5% (4,2% anualizado), depois de ter aumentado 0,6% em abril. O índice foi pressionado pela alta nos preços de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio, além de pressões persistentes em moradia (0,3%) e alimentação (0,2%).
As Bolsas dos EUA encerraram o mês com retornos mistos – o principal motivo foi uma reprecificação das ações do setor de tecnologia, após as fortes altas anteriores. Os índices, em dólar, tiveram o seguinte desempenho: S&P 500: -1,06%; Dow Jones: 2,52% e Nasdaq 100: -0,18%.
A inflação da Zona do Euro (HICP) subiu de 3% (anualizada) em abril, para 3,2% em maio. As maiores pressões inflacionárias do mês vieram do setor de serviços (1,61%), energia (0,98%), alimentos, álcool e tabaco (0,36%).
O IPCA de junho registrou variação de 0,16%, resultado inferior à projeção de 0,32% do mercado. Com esse resultado, o índice acumulou alta de 3,36% no ano e de 4,64% em 12 meses. A maior pressão veio do grupo Habitação (0,63%), com destaque para os subitens energia elétrica residencial (1,53%) e taxa de água e esgoto (0,30%), devido aos reajustes aplicados em alguns estados. A segunda maior contribuição veio do grupo Despesas Pessoais (0,25%), impulsionada pelos subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%). Em contrapartida, o grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,24%, favorecido pelo recuo do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). Por outro lado, houve alta no feijão-carioca (8,31%) e na batata-inglesa (3,57%).
A reunião do COPOM definiu um corte na taxa Selic de 14,5% para 14,25% ao ano. A decisão foi amplamente discutida pelo mercado, uma vez que os dados refletem um endurecimento macroeconômico, já que as expectativas de inflação para 2026 e para 2027 se encontram acima da meta. Na ata, o COPOM cita a incerteza decorrente dos impactos do conflito no Oriente Médio e expansão fiscal interna. O mercado aguarda mais um corte de 0,25% na próxima reunião.
Em relação aos principais índices de mercado no mês de junho, destacam-se o CDI, com 1,12%, IFIX com -1,21%, o IBOVESPA, com -1,01%, o SMLL, com -3,28%, o MSCI WORLD (BRL), com 1,48%, o IMA-B, com -1,04% e o Dólar (PTAX), com 2,37%.






